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Esta semana:
? A Obesidade e a Medicina Ortomolecular

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Uma dieta solidária - a importante participação do cônjuge
Pesquisa mostra que participação do cônjuge é importante para obesosNos primeiros dias de sedução e até durante o namoro os cuidados com a beleza são muito importantes para alguns casais. Mas depois do casamento, a maioria deixa de lado a estética e ganha alguns quilinhos. E o pior: culpa o próprio casamento pelo aumento de peso. Para lutar contra a obesidade, muitas vezes eles fazem dietas e exercícios físicos individualmente. Mas, segundo uma pesquisa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), tratar o problema sozinho não é a melhor solução.
De acordo com o psicólogo Isidoro Americano, que participou da pesquisa, quando o obeso se trata individualmente, o par, que às vezes é mais magro, pode virar um obstáculo ao tratamento. “Essa relação dificulta resultados satisfatórios. O ideal é que o obeso e o par opinem no tratamento. Podem fazer até um acordo, que determine quanto de peso deve ser perdido. Dessa forma, o gordo é estimulado ainda mais a emagrecer”, explica.
Mas nem sempre os casais conseguem agir dessa maneira. O relacionamento da dona-de-casa Simone Cristina dos Santos, 32 anos, com o desempregado Mauro da Silva Rogério, 35, é um exemplo disso. Casados há 15 anos, eles sofrem com os problemas causados pela obesidade. Antes de casar, Simone pesava 70Kg. Hoje ela tem 201Kg. Já o marido manteve a média de 70Kg.
Simone conta que começou a engordar depois de quatro anos de casada. “Meu marido engordou um pouco, pois não se alimentava em horários determinados. Mas eu não parei de ganhar peso. Luto para emagrecer, mas, infelizmente, não conto com o apoio dele”, lamenta.
O estudo foi realizado a partir do banco de dados da Clínica de Hipertensão e Obesidade da Uerj com 120 pessoas – 103 mulheres e 17 homens –, 99 delas casados e 21, solteiras.
Tendência é o par engordarA pesquisa considerou, entre outros fatores, a idade do obeso, o peso atual e da época do início do casamento, e o tempo de casado. “Também chamamos de par a mãe, a namorada ou namorado, nos casos de obesos solteiros”, detalhou o coordenador da pesquisa, o médico Gerson Noronha
Os voluntários tinham em média 23 anos de matrimônio estáveis. Na data do casamento, dos 99 pares dos entrevistados, 71 tinham Índice de Massa Corporal (IMC) normal, 26 estavam com sobrepeso e dois eram obesos. Na época da pesquisa, cerca de 20 anos depois do casamento 42 permaneceram com IMC normal, 39 com sobrepeso e 18 estavam obesos.
Segundo Noronha, a maioria não percebe que está obeso. “Alguns ainda acham que podem engordar”, contou.
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