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? A Obesidade e a Medicina Ortomolecular

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Mulher agressiva se dá mal no trabalho
Se um homem age com agressividade no trabalho, ele é admirado, mas se, uma mulher demonstra irritação no emprego, é vista como "descontrolada" e incompetente, é o que mostrou as conclusões de um estudo realizado. A pesquisa, chamada "Por que mulheres bravas não progridem?", lembrou que Hillary Clinton foi descrita no ano passado por um republicano importante como "brava demais para ser eleita presidente", em sua campanha à Presidência dos Estados Unidos, afirmou a autora da pesquisa, Victoria Brescoll, pós-doutoranda da Universidade de Yale.
Estudos anteriores tinham indicado que a irritação pode ser uma forma de um indivíduo passar a mensagem de que se sente capaz de dominar os outros. Mas, em sua pesquisa, Brescoll disse que esses estudos concentraram-se só nos homens.
"Como sugere a experiência da senadora Clinton, porém, para uma profissional a manifestação de raiva pode levar a um demérito, em vez de a um progresso", escreveu Brescoll.
Ela conduziu três testes em que homens e mulheres selecionados aleatoriamente assistiram a vídeos de uma entrevista de emprego, dando nota aos candidatos e estabelecendo um salário para eles.
No primeiro teste, os roteiros eram idênticos, exceto no ponto em que o candidato dizia estar bravo ou triste por causa da perda de uma conta, porque um colega tinha chegado atrasado na reunião.
Os participantes deram a maior nota ao homem que disse estar bravo e a segunda maior para a mulher que disse estar triste. A mulher que disse estar irritada obteve, de longe, a pior nota.
A média do salário estabelecido para o homem irritado foi de quase 38 mil dólares, e de 23,5 mil dólares para a mulher que se disse brava. No segundo teste, o roteiro era igual, mas o candidato também descreveu sua ocupação atual: trainee ou executivo-chefe.
"Os participantes consideraram a chefe mulher brava a menos competente de todos, até que a trainee brava", escreveu Brescoll.
Na terceira experiência, verificou-se se o motivo para a raiva fazia diferença. O roteiro foi mudado de forma que alguns candidatos irritados explicaram que o colega que chegara atrasado tinha mentido antes, dizendo que tinha as informações sobre a reunião.
Com isso, a mulher brava que tinha um bom motivo para estar brava obteve dos voluntários um salário bem maior que a que não tinha uma boa explicação, mas o valor ainda foi menor que o dos homens.
O estudo, que será apresentado na reunião anual da Academia de Administração, um centro de estudos com quase 17 mil membros, encontrou atitudes semelhantes entre os voluntários homens e mulheres. "Não é consciente", disse Brescoll. "As pessoas quase não se dão conta."
Para Brescoll, a conclusão revela um "paradoxo difícil" para as profissionais. Embora a raiva possa ser um instrumento útil para obter status no trabalho, as mulheres podem ter de agir com calma para ser consideradas racionais.
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